É isso aí...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ufa! Finalmente chegou. 18 anos.
Eu tenho a mania de fazer uma "retrospectiva" do meu ano quando chega o aniversário e tenho que confessar que dessa vez eu me surpreendi. Aconteceram tantas coisas nesses últimos doze meses...
Só pra começar, eu prestei e passei no vestibular. É, foi uma maratona, fiz provas até não aguentar mais, tive minha paciência testada ao ter que esperar resultados e lidei com decepções. Além disso, ser aprovada me fez mudar de cidade, morar quase sozinha, ter que fazer novos amigos e aprender a me virar num lugar onde ninguém mais te leva pela mão e te dá tudo mastigado. Resumindo: amadureci na marra. Quer saber? Tem sido muito legal, mais do que eu imaginava.
Também tiveram outras mudanças. Aprendi que mesmo que elas não pareçam boas no começo, depois Deus mostra que Ele sempre faz tudo certo e que ele não nos coloca onde não devemos estar. E é incrível: conheci pessoas maravilhosas, vivi experiências fantásticas e, de quebra, ainda descobri que algumas amizades ficam, mesmo que o tempo e a distância venham se colocar no meio do caminho...
É, em matéria de pessoas, as coisas deram voltas e voltas. A gente descobre que alguns amigos não eram tão amigos assim. E outros, quando a gente acha que conhece, leva um susto: na verdade, estávamos enganados. Alguns vão deixando você montar o quebra-cabeças; outros liberam as peças em doses extremamente homeopáticas. E o mais legal: aquela amizade, quando você menos espera pode se tornar algo mais, algo do tipo part time lover and full time friend. Afinal, amigo é pra essas coisas.
Sem dúvidas, foi o ano mais intenso que eu vivi e só tenho a agradecer a Deus, por tudo que Ele fez e faz. E perdir pra que no(s) próximo(s) ano(s), Ele continue no controle de todas as coisas, porque só assim tudo funciona como tem que funcionar...
"You gonna find yourself someway, somehow"

Perfeito Amor

domingo, 8 de novembro de 2009

Gente, eu estava lendo um texto hoje de manhã e senti muito forte no meu coração de colocá-lo aqui. Não preciso explicar, ele mesmo vai dizer tudo.


"Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o metal que soa ou como o sino que tine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar os montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
O amor é paciente, é bom; o amor não arde em ciúmes, não se orgulha, não se envaidece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará (...)"
- Paulo, em I Coríntios, 13


Deus, deixa-me sentir esse amor que o Senhor criou, em todas as áreas da minha vida. Me torna uma pessoa que vive o Verdadeiro Amor. Amém

Miscelânea (V)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ainda se via vivendo coisas que desejava já terem sido deixadas pra trás. Já havia deixado. E no entanto, elas insistiam em voltar, além do seu alcance. Não precisava, não queria, não sentia. "Um homem que fica para trás é deixado para trás" - regra de ouro dos piratas. Cansava se ver no meio das histórias das consequências, mesmo quando não havia mais afinidades e carências.
Nem oceanos inteiros são capazes de resolver certas coisas. Nunca desejou tanto que tivesse sido o primeiro. Em tudo, desde o mais singelo olhar, o mais inocente sorriso. Não se importava que era resultado de todo o resto. Quis ser uma tábula rasa, só esperando pra ser preenchida.
Seria muito fácil culpar o outro. Como sempre quisera. Sim, seria fácil, se não se sentisse quase igualmente responsável. Talvez fosse mesmo muito irresponsável. Sentia muita vontade de odiar. E continuava escolhendo não fazê-lo. Só mais uma prova do que seria. Jamais seria. Nunca foi, nunca deveria ter sido. Já não sabia mais se não se arrependia.
Tem horas que não há nada que se possa fazer. Nada angustiava mais. Mas já sabia que não precisava abraçar o mundo, tivesse ele o tamanho que tivesse. Não era mais regida pelo medo, sabia que era muito mais do que o saldo entre os erros e acertos. Sentia-se leve, como nunca antes. Sendo exatamente quem era. E acreditanto que, mesmo com todas as falhas, era exatamente quem esperava que fosse.

Heróis

sexta-feira, 30 de outubro de 2009



Gente, hoje eu queria compartilhar com vocês sobre essa série de livros: "Rangers - Ordem dos arqueiros". É uma série de nove livros, de origem australiana, com o nono volume a ser lançado por lá e o quinto a ser traduzido e lançado por aqui até o final do ano.
Vou dar uma resumidinha no enredo só pra vocês terem uma noção. Will é órfão, mora no castelo de um barão, como protegido. Ao completar 15 anos, ele deve se alistar pra ser aprendiz de algum mestre de ofício. Seu sonho é entrar pra escola de guerra, mas por seu porte físico "pequeno demais", é rejeitado e acaba sendo destinado a ser um aprendiz de arqueiro, sujeitos misteriosos e temidos pela população local.
O que eu acho mais legal nessa história é a quebra do padrão de herói. Will não é grande e forte, não é rico, não conhece seus pais, nem ao menos tem um sobrenome. Ele não namora a garota mais bonita do feudo. Mas ele é dedicado em tudo que faz. Ele é extremamente inteligente. Ele sabe ouvir a voz do mestre. E acima de tudo: é muito humilde.
Essa talvez seja a maior lição do livro. Perdi a conta de quantas vidas ele salvou, de quantas coisas boas ele fez, de quantos inimigos ele derrotou. Mas não contei sequer uma palavra arrogante. Nos tempos em que vivemos, nada melhor do que isso: menos de nós. Menos de nós mesmos.

Construção

segunda-feira, 26 de outubro de 2009


Eu sou uma defensora dos processos e das etapas... Acredito muito fortemente que tudo o que somos e que fazemos, é tudo fruto daquilo que vamos construindo.Tenho visto muito isso ultimamente em matéria de relacionamentos.

Muita gente por aí acha que você olha pra pessoa, ela olha pra você, toca uma campainha em algum lugar e pronto! Criou-se um relacionamento perfeito, onde as pessoas confiam umas nas outras, não há desavenças e tudo é um mar de rosas! Seus problemas acabaram!

Será?
Não, não é assim. Desconfio muito de relacionamentos onde tudo vai muito bem obrigado. Onde tudo dá certo, onde não há pontos de tensão. E o crescimento, como fica? Longe de mim querer julgar, mas quando tudo vai bem demais, suspeito das máscaras... É muito melhor ter desavenças e vence-las do que não conhece-las e ao mesmo tempo desconhecer quem está ao seu lado...

Metalinguagem (III)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Se tem uma coisa que eu gosto em escrever é que uma mesma frase pode ter sentidos diversos, dependendo de quem a lê. Isso fica muito mais evidente em meus textos no estilo Miscelânea, que mais parecem um bocado de frases sem sentido amontoadas.


O legal é que eu já vi pessoas que escrevem o tempo todo assim. Então eu fico imaginando que a pessoa quis dizer, ao mesmo tempo que aquilo toma sentindo na minha compreensão de mundo. E mais: se eu conversar com qualquer outra pessoa que tenha lido o mesmo texto, ela pode até ter tido a mesma impressão geral mas nunca as mesmas palavras tiveram o mesmo significado.


É por isso que eu sou meio contra interpretação, principalmente de poesias. Me dava nervoso nas aulas de literatura todas aquelas simbologias e metáforas. Ok, concordo, muita coisa faz sentido. Mas mesmo Drummond, sendo O Cara, nem ele poderia ter pensado em tudo aquilo enquanto escrevia! Sempre fico pensando que as coisas querem dizer algo muito mais simples do que aparentam... (que ironia, não? ¬¬').


Talvez grande parte da magia de escrever consista nisso. Saber que você quis dizer uma coisa e pessoas vão entender outra, mas nem por isso você deixou de passar sua mensagem...

L'amour (III)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


Mais um da Maria Fernanda Ferraz...
"...e na verdade o amor é mesmo um grande paradoxo. Um estar-se preso por vontade com liberdade. Liberdade de ir, sem a menor vontade de não ficar. Dor que desatina sem doer. Mas dói, a dor e a espera que vêm com a saudade; e que some, se vai sem deixar vestígios, como resposta a um simples olhar sincero. Estamos solitários em meio a multidões. Qual outra companhia seria tão bem-vinda? Escolher não ter escolha. Viver para o outro, temerosos de que o outro deixe de viver por nossa causa. Abrir mão de si mesmo, ser feliz é ver o outro feliz. Camões estava mesmo certo quando dizia que 'tão contrário a si é o mesmo amor'... "

Silêncio

terça-feira, 13 de outubro de 2009


Não adianta. Eu sou tagarela.
Quem me conhece sabe que quando essa matraquinha desembesta a falar, pra fazer parar é difícil... Às vezes até eu mesma me mando parar.
Mas algumas coisas, situações, pessoas, têm a capacidade de me deixar completamente sem palavras. Eu procuro, procuro, procuro, mas nada que eu possa dizer seria suficiente. Aí tem a cena clássica em que eu fico abrindo e fechando a boca repetidas vezes, tentando falar e desistindo, terminando em um "Ah..." de decepção. Como se tivesse comido um pedaço de carne muito grande e precisasse de um tempo pra digerir.
É uma outra característica minha: demoro um bom tempo pra terminar de digerir as informações e encaixá-las no meus esquemas mentais já prontos.
Por isso, momentaneamente, me encontro sem palavras. Tudo que eu possa dizer soará vazio e fútil. Há muito pra dizer, mas nem todo o Aurélio poderia me ajudar nisso. Só me resta esperar o tempo de digestão.
Estou em pleno processo.

Sozinha e solitária

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pra muitos, esses dois adjetivos são sinônimos, ou pelo menos quase equivalentes. Pra mim são absurdamente distintos, embora possam ser complementares.
Sozinha é um estado no qual eu gosto de estar. Adoro sentir-me eu comigo mesma; quieto o suficiente pra ouvir meus pensamentos. Não há vergonha (dizem os comportamentalistas que a vergonha só existe nos contextos sociais). É adoravelmente espaçoso. Posso fazer o que bem entender, como bem entender. É extremamente confortável.
A solidão já vem bem diferente. Estando no meio das pessoas, e sentindo-me apenas eu comigo mesma; quieto demais, os pensamentos gritando dentro da cabeça. Há culpa, por algo que nem se sabe o que é, impossível decifrar. Incomodamente apertado, é preciso se encolher. Não há vontade de fazer o que for, como for. O desconforto inunda tudo ao redor.
Talvez o pior venha na fusão dos dois. Sem ter pra onde correr ou onde se esconder. Ninguém ao redor, cercada apenas pelo vazio. E nesses momentos todas as forças reunidas só servem pra deitar-se encolhida na cama, a cabeça pesada; angústia, choro sem razão de ser. Tudo o que resta é esperar... Pelo quê? Nessas horas, ninguém sabe. É só esperar. E esperar, e esperar...
PS: Nossa, isso realmente ficou um momento "cortando os pulsos". Acalmem-se, estou no meu estado normal e longe de objetos cortantes... rs

Devaneios

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Algumas coisas que acontecem no meu dia a dia me fazem pensar nas minhas parcelas de egoísmo e altruísmo. Ou talvez entre o meu egoísmo e o meu bom senso. Acho que todo mundo já passou por situações assim. De saber que tal coisa é o certo, mas ter aquela vontadinha louca de que as coisas aconteçam como você quer. Vontade de bater o pé uma vez na vida, se fazer de mimada, torcer o bico. Quero e pronto. Confesso que em 99% das vezes meu bom senso me vence.


Outro fato é uma mania de querer abraçar o mundo. Ok, não mundo todo, mas as pessoas muito próximas de mim. Às vezes parece que me preocupo mais com os problemas dos outros do que com os meus próprios (que não são muitos, mas enfim). Ver as pessoas que amo angustiadas me deixa angustiada também. E aí quero tomar as dores e resolver tudo. Confesso que em 99% das vezes não há nada que eu possa fazer pra ajudar.


Por fim, tenho o hábito de me modelar às situações. E não adianta, todo mundo faz isso, em maior ou menor grau. Ser mais ou menos gentil, colocar uma máscara. Um dia, todo mundo já fez. Cara de feliz naquele jantar em família na casa da avó, como todo mundo dizendo "como você cresceu" e você lamentando por ter esquecido o mp3 player em casa. Confesso que 99% das pessoas não demonstram perceber quando fazemos isso.


Quanto de cada uma dessas situações é bom ou ruim? Um pergunta interessante. Tenho descoberto lados bons e ruins de cada uma delas, pelo menos pra mim. Fica pra refletir, nessas e em outras situações que você tenha, o lado bom e ruim.


Obs: perdão pela ausência total de nexo...