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Heart attack

Acho sempre difícil falar sobre as coisas do coração. Apaixonar-se, ter o coração partido, partir o coração de alguém, viver na dúvida... Mas por outro lado também é um dos meus assuntos favoritos, afinal, confesso, eu sou uma romântica incurável!

Tem muita gente que acha que está sempre se apaixonando pelas pessoas erradas. Que nada nunca dá certo, que vira e mexe, olha lá ela sofrendo de novo - pelas mesmas coisas. Não sei se existem pessoas certas ou erradas, dentro de uma equação individual. Eu sei que colocamos muita intenção em situações que não precisavam de tudo isso.

Eu acredito que apaixonar-se não acontece como um toque de mágica, sininhos ao fundo, fogos de artifício. Atração sim, mas amor? A gente precebe quando vai se apaixonando. E sabe o "tipo de pessoa" que daria certo ou não com a gente. Somos nós que vamos alimentando o que sentimos pelas pessoas - pro bem ou pro mal.

Antes de decretar "Eu só me apaixono pelas pessoas erradas" que tal pensar um pouco a respeito? Eu realmente estou apaixonado(a)? Vale a pena investir tempo, pensamentos e angústia nisso? Se eu sei que essa pessoa não me faria/faz bem, por que eu continuo insistindo nisso?

Como eu disse no último post, seguir as instintos do coração pode nos levar a caminhos deliciosos, mas a razão nos protege, quase sempre, de nos machucarmos além do necessário... Portanto, antes de decretar falência, dê mais uma olhada na situação, talvez ela não seja irreversível e tenha uma solução muito simples: parar pra pensar antes de sair fazendo maluquices por aí, rs...



PS: Pensamentos Forasteiros atentendo a pedidos!! Esse foi o primeiro - sugestões nos cometários ou via twitter!

Life I love is make music with my friends

Nos últimos tempos, uma das coisas que eu mais tenho repensado é a amizade. Ando meio que redescobrindo valores e significados, meios e modos, variáveis... A verdade é que já há muito sentia falta de algumas coisas, algumas pessoas, as melhores partes de algumas pessoas.
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É como eu escrevi outro dia, nem sempre aquelas pessoas estão ali, o tempo todo do seu lado. Outras estão lá, 5 dias por semana, 9 meses por ano. E é gostoso ir percebendo que essa diferença de "tempo" não interfere tanto assim. Conversas de dez minutos por msn, podem ser tão gratificantes quanto horas passadas numa sombra, jogando conversa fora.
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E tudo isso tem me deixado realmente feliz. Estou hoje mesmo partindo para uma maratona de momentos com algumas dessas pessoas queridas. Estou sentindo alegria, paz, estou me divertindo, estou vivendo. E isso basta.
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Ao som de NeverShoutNever!, indicação de um desses queridos amigos, que mesmo há muito tempo sem ver, têm lugar cativo. Valeu, Biel!

Lugar cativo

Alguns amigos tem lugar cativo no nosso coração.
Você não precisa vê-los ou falar com eles constantemente, mas quando isso acontece, é como se o tempo não tivesse passado.
Você sente um carinho especial por eles, se preocupa, fica feliz e triste com eles, mesmo à distância.
Você sempre vai sorrir ao ver a janelinha do msn deles subindo, mesmo que você não vá lá puxar assunto.
Você dá risadas sem motivo e passa horas junto com eles, e o assunto nunca acaba.
Você conhece todos os amigos deles, mesmo que nunca tenha visto nenhum.
Você simplesmente sabe, que não importa o que aconteça, eles vão estar lá pra você. E você vai estar lá pra eles.
Eu estarei aqui, pra cada um de vocês.

: )



Porque é bom demais ter uma Jane, uma amiga querida pra compartilhar tudo, uma amiga que amamos como irmã.

Pensamento do dia

Não se impressione com a natureza cruel das pessoas.
Não se surpreenda com aquilo que você já conhece.

A eterna busca das chaves perdidas

"Minha avó está morrendo". Foi o que eu disse a um amigo, no início do meu primeiro ano de faculdade. Eu a havia visitado e a verdade me encarou sem dó. Ele, prático como sempre e quase invariavelmente correto, só me respondeu o seguinte: "E você pode ficar aí desse jeito, ou pode aceitar isso, se preparar e aproveitar o tempo que você ainda tem com ela".
Isso foi há quase dois anos e, nesse meio tempo, segui o conselho do meu amigo. Cada visita era como se fosse a última e, portanto, especial. Por mais impactante que tenha sido vê-la deitada, quieta, não é essa imagem que guardarei dela, porque aquela não era a minha avó.
A verdadeira Dona Yolanda era a que nos esperava chegar preparando macarrão caseiro, com a touca de crochê cinza e o avental. Era a que se sentava comigo na mesa do café, contando as mesmas histórias sobre a infância do meu pai. Era a que revirava a casa, na eterna busca pela chave do portão, quando o molho estava dependurado no cós da saia. Era a mandona, teimosa, espanhola brava e coração de ouro, Dona Yolanda.
Então, quando pensar nela, vai ser dessas imagens que vou me lembrar. E o que me alegra é saber que ontem, as minhas últimas palavras pra ela não foram "adeus", mas sim "até logo".

pregnant ladies

Tenho visto umas coisas que me deixam completamente encucada. Ok, tenho 18 (quase 19) anos. E acho que nunca vi tantas, mas tantas mães adolescentes. Ultimamente tenho descoberto praticamente mais uma conhecida de um conhecido que está grávida, ou acabou de ter neném por semana. Pode ser o efeito Juno (e olha que sou fã desse filme). Ou o efeito orkut.

Talvez essas mães adolescentes sempre estivessem aí, em algum lugar. Mas hoje elas (e os "papais" também) mostam e anunciam essa realidade ao mundo. Fotos da barriga começando a aparecer, foto do primeiro ultrassom, foto do parto, da primeira mamada, quando sorriu, quando sentou... Eu concordo que bebês são lindos, mas ooi? Seu filho não tem nem um ano e já tem umas mil fotos dele no seu orkut. É uma exposição absurda! Como se o bebê fosse uma espécie de troféu, ou se fosse tudo que você sempre quis - quando na verdade a maioria (não todos) dos casos que eu vejo são interrupções dos planos de vida de duas crianças pra que essas se juntem às pressas e esperem a chegada da terceira criança.

Longe de mim sugerir dar uma de Juno e encontrar um casal perfeito pra criar seu filho. É o seu filho. Nem acho que se deve esconder isso do mundo. É simplesmente parar de banalizar isso. A maternidade é pra ser algo tão especial, tão incrível. Foi feita pra ser pai, mãe e filho. Não mãe brigando com pai por causa de guarda pelo orkut. É como se fosse a consequência óbvia hoje em dia: namorar, engravidar, casar às pressas, muitas vezes, separar. Não é assim que deve ser. Virou comum, mas não é normal.

Eu torço mesmo, de verdade, pra que cada um dos casos que eu tenho visto tenha um final feliz. Que se forme uma família linda, feliz e que venham mais filhos depois e tudo fique da melhor maneira possível. Mas também torço, torço muito pra esse ciclo se romper. Duas crianças não podem criar uma outra criança. E, de verdade, com 18 anos, somos todos umas grandes crianças.

O algo mais

"Se fosse só sentir saudades, mas tem sempre algo mais
Seja como for, é uma dor que dói no peito"


É engraçado como quando começo a pensar sobre um assunto acabo me deparando com uma música, às vezes há muito esquecida. Já escrevi aqui sobre como as músicas me marcam e marcaram, embora ultimamente a coisa esteja sendo um pouco diferente. Mas isso é assunto pra outro post, o que está me pegando hoje é a saudade.
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Não vou ser a primeira nem a última a falar o que quer que seja dessa doce sensaçãozinha. Nem vou perder meu tempo fazendo a catança de "há quem diga que a saudade..." e nanana. Ela simplesmente resolveu pegar no meu pé, há algum tempo, confesso, mas agora ela realmente me incomoda.
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Não sei quem foi que inventou essa mistura de dor e nostalgia, esse aperto no peito, a sensação de fim de mundo, a necessidade de que o tempo voe, ou pelo menos volte atrás. Só sei que o poeta ali em cima está certo, ela nunca vem sozinha, vem sempre o algo mais. Junto com a sensção de fim de mundo, a insegurança: "e se nunca mais...?". Junto com a vontade de mandar o tempo fazer um cooper, aquele momento emo, "me sinto só...", como se tudo parasse.
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Isso tá ficando muito melodramático e ainda não é onde quero chegar. Por mais que ela me incomode, pegue no meu pé, me deixe com um quê de emo, sabe que eu gosto dela? Não é suuuuuper caso de amor incurável, mas o gostinho dela faz diferença. Depois de tanta saudade, depois de tanto aperto no peito, quando ela passa, faz tudo ser mil vezes mais gostoso. Não dizem que o melhor da festa é esperar por ela? A saudade vem como a espera, dando aquele toque diferente, um plus, que muda tudo. Talvez seja esse o algo mais do poeta. Não simplesmente mais coisas ruins. Mas uma coisa boa. E se for pra ter esse algo mais, então como disse o outro poeta, "eu vou morrer de saudade".
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Longe, mas perto, sempre. Sempre esperando e sempre com saudade.

Heróis



Gente, hoje eu queria compartilhar com vocês sobre essa série de livros: "Rangers - Ordem dos arqueiros". É uma série de nove livros, de origem australiana, com o nono volume a ser lançado por lá e o quinto a ser traduzido e lançado por aqui até o final do ano.
Vou dar uma resumidinha no enredo só pra vocês terem uma noção. Will é órfão, mora no castelo de um barão, como protegido. Ao completar 15 anos, ele deve se alistar pra ser aprendiz de algum mestre de ofício. Seu sonho é entrar pra escola de guerra, mas por seu porte físico "pequeno demais", é rejeitado e acaba sendo destinado a ser um aprendiz de arqueiro, sujeitos misteriosos e temidos pela população local.
O que eu acho mais legal nessa história é a quebra do padrão de herói. Will não é grande e forte, não é rico, não conhece seus pais, nem ao menos tem um sobrenome. Ele não namora a garota mais bonita do feudo. Mas ele é dedicado em tudo que faz. Ele é extremamente inteligente. Ele sabe ouvir a voz do mestre. E acima de tudo: é muito humilde.
Essa talvez seja a maior lição do livro. Perdi a conta de quantas vidas ele salvou, de quantas coisas boas ele fez, de quantos inimigos ele derrotou. Mas não contei sequer uma palavra arrogante. Nos tempos em que vivemos, nada melhor do que isso: menos de nós. Menos de nós mesmos.

Construção


Eu sou uma defensora dos processos e das etapas... Acredito muito fortemente que tudo o que somos e que fazemos, é tudo fruto daquilo que vamos construindo.Tenho visto muito isso ultimamente em matéria de relacionamentos.

Muita gente por aí acha que você olha pra pessoa, ela olha pra você, toca uma campainha em algum lugar e pronto! Criou-se um relacionamento perfeito, onde as pessoas confiam umas nas outras, não há desavenças e tudo é um mar de rosas! Seus problemas acabaram!

Será?
Não, não é assim. Desconfio muito de relacionamentos onde tudo vai muito bem obrigado. Onde tudo dá certo, onde não há pontos de tensão. E o crescimento, como fica? Longe de mim querer julgar, mas quando tudo vai bem demais, suspeito das máscaras... É muito melhor ter desavenças e vence-las do que não conhece-las e ao mesmo tempo desconhecer quem está ao seu lado...

Metalinguagem (III)

Se tem uma coisa que eu gosto em escrever é que uma mesma frase pode ter sentidos diversos, dependendo de quem a lê. Isso fica muito mais evidente em meus textos no estilo Miscelânea, que mais parecem um bocado de frases sem sentido amontoadas.


O legal é que eu já vi pessoas que escrevem o tempo todo assim. Então eu fico imaginando que a pessoa quis dizer, ao mesmo tempo que aquilo toma sentindo na minha compreensão de mundo. E mais: se eu conversar com qualquer outra pessoa que tenha lido o mesmo texto, ela pode até ter tido a mesma impressão geral mas nunca as mesmas palavras tiveram o mesmo significado.


É por isso que eu sou meio contra interpretação, principalmente de poesias. Me dava nervoso nas aulas de literatura todas aquelas simbologias e metáforas. Ok, concordo, muita coisa faz sentido. Mas mesmo Drummond, sendo O Cara, nem ele poderia ter pensado em tudo aquilo enquanto escrevia! Sempre fico pensando que as coisas querem dizer algo muito mais simples do que aparentam... (que ironia, não? ¬¬').


Talvez grande parte da magia de escrever consista nisso. Saber que você quis dizer uma coisa e pessoas vão entender outra, mas nem por isso você deixou de passar sua mensagem...

L'amour (III)


Mais um da Maria Fernanda Ferraz...
"...e na verdade o amor é mesmo um grande paradoxo. Um estar-se preso por vontade com liberdade. Liberdade de ir, sem a menor vontade de não ficar. Dor que desatina sem doer. Mas dói, a dor e a espera que vêm com a saudade; e que some, se vai sem deixar vestígios, como resposta a um simples olhar sincero. Estamos solitários em meio a multidões. Qual outra companhia seria tão bem-vinda? Escolher não ter escolha. Viver para o outro, temerosos de que o outro deixe de viver por nossa causa. Abrir mão de si mesmo, ser feliz é ver o outro feliz. Camões estava mesmo certo quando dizia que 'tão contrário a si é o mesmo amor'... "

Seguidores


Como prometido, estou voltando ao assunto dos seguidores e modelos.
Caso você tenha estado em Júpiter nos últimos tempos e não faça a menor idéia do que seja Twitter, eu explico: o Twitter nada mais é do que uma rede de pessoas, assim como o Orkut, que se baseia em seguir e ser seguido por pessoas. Você dispõe de um campo pra digitar até 140 caracteres e, quem te segue recebe tudo o que você escreve e você recebe tudo o que as pessoas que você está seguindo escrevem. Entenderam? Muito bem.
E você me pergunta: o que tem isso demais? Tem e não tem. Desde que eu criei a minha página por lá, fiquei pensando no poder que tem essa ferramenta. Uma das pessoas mais seguidas é o Ashton Kutcher (sim, o ator) com 3.515.141 seguidores até o presente momento. Percebe a influência? Mais de três milhões de pessoas param pra ler o que esse cara escreve!
Sentiu, né?
Só pra fechar, assim como as comunidades do Orkut revelam muito sobre você, as pessoas que você segue também revelam. "Diga com quem andas e te direi quem és", não é assim que dizem por aí? Pense bem em quem você está seguindo. Não, não é lição de moral, não estou aqui pra isso. É só uma reflexão.
E aí? Quem você está seguindo?

Estímulo


Sim, eu já fiz aulas de ballet clássico. E não, eu nunca cheguei nem perto do nível dessa foto (pra quem não entende absolutamente nada do assunto, esses bailarinos são muito bons, são do Royal Ballet).
Eu sinto muita falta de dançar, mas por motivos maiores estou parada há algum tempo. E uma das coisas que eu sinto mais falta é desse estímulo. Porque todo mundo que dança ballet, mesmo que não tenha a menor intenção de ingressar numa companhia e seguir carreira, sonha em dançar bem assim. Em, um dia, fazer os passos mais difíceis, ser realmente bom.
Na vida, acredito que às vezes precisamos desses estímulos. Modelos em que se espelhar, um ideal a se alcançar. Cabe portanto, a cada um de nós escolher quem são os nossos modelos, a quem seguimos. Hum, isso daria uma boa discussão... Por enquanto, fica o assunto no ar. Mas prometo voltar a ele...

L'amour (II)


Bom, esses dias eu tava fuçando aí pela internet e encontrei esse pequeno trecho da Maria Fernanda Ferraz. Por algum motivo, acabei gostando. Não sei se cabe, mas vale a pena pelo menos pensar um pouco a respeito. Aí vai:

"Talvez amar também consista em aprender a odiar alguém e mesmo assim, não sentir a menor vontade de fazê-lo. Veja bem, eu não disse 'escolher não fazê-lo' eu disse 'não sentir vontade'. Muito provavelmente a linha seja bem tênue, mas ela é presente. Querendo ou não, aprendemos a odiar as pessoas. Descobrimos seus defeitos, seus lados obscuros, as coisas das quais não gostamos. E acredito que, se mesmo assim ainda não sentimos vontade de nos afastarmos delas e, mais ainda, queremos na verdade nos aproximar mais e mais, então, aí está o amor."

Aquelas Surpresas (II)


Esse final de semana foi muito bom em alguns aspectos bem diferentes entre si. Mas acho que o que mais me marcou é que eu pude ajudar duas pessoas bem próximas a mim, ok, duas pessoas que são amigas, embora de diferentes maneiras. Não estou contando isso pra mérito meu, vocês logo vão entender.
Quando eu digo diferentes maneiras eu não estou brincando; as diferenças são até meio radicais. Um foi próximo, o outro consideravelmente distante. Em um eu mais falei, em outro, mais escutei. Num, efeito imediato; noutro, foi preciso esperar. Mas em ambos, era claro uma coisa: a mão de Deus guiando tudo.
Talvez, essas duas pessoas estivessem precisando de um help naquele momento. Mas com certeza, quem acabou ajudando foram elas. Ajudando, pude ver que eu também estava precisando de um click. Foi mais uma daquelas surpresas. E, puxa, que surpresa boa...

Fool Girls


Talvez isso aqui seja um pouco denso. Estive pensando e conversando sobre essa futilidade de hoje em dia em muitas garotas. Não pude deixar de me lembrar desse filme (Mean Girls). Guardadas as devidas proporções caricatas do filme, existem sim muitas meninas assim! E o pior: cada vez mais cedo.
Fico mesmo chocada de ver garotas (garotas não, meninas) com seus 13 ou 14 anos e já saindo pra "Balada Teen", com 350 fotos no orkut (nada contra o orkut em si), totalmente centradas em seus umbigos, se tornando objetos e se deixando tratar como objetos.
Aí algumas coisas passam pela minha cabeça. Quem são as mães dessas crianças? Quero dizer, elas sabem que isso acontece e acham lindo e maravilhoso ou ainda pensam que tem suas doces e lindas filhinhas quando na verdade o rumo tomado já foi outro?
Sertá que essas meninas acham que se tratar e se expor dessas forma vai torná-las melhores? E mais: melhores que quem? A garota fora do esteriótipo que consegue conversar por mais de cinco minutos sobre algo que não seja ela mesma?
É triste. E mais triste ainda perceber que isso acontece ao nosso lado, o tempo todo. Acabo concluindo que grande parte disso se deve à falta de estrutura familiar, valores, bases. A família anda perdendo o seu valor. E isso é uma discussão maior ainda. Por hora, deixo um versículo, que é mais do que preciso:
"Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando for velho, não se desviará dele" - Provérbios 22:6

Das ironias da vida

Uma das pessoas mais altruístas que conheço também é uma das pessoas mais egoístas que conheço....

Perfume

Hoje eu assisti a um ótimo filme, que aliás, suuuper recomendo, chamado Perfume de Mulher, superclássico com Al Pacino. E imagina se eu não fiquei pensando sobre essas coisas dos cheiros.

Perfumes sempre me marcaram muito, tenho o costume de associar cheiros à pessoas. Eu mesma, quase não posso usar perfume (rinite alérgica, conhece? rs), mas é entrar em algum lugar e sentir certo aroma que pronto: "nossa, cheiro de tal pessoa...".

E não necessariamente só de pessoas. Às vezes lugares, comidas ou coisas assim. Os aromas nos despertam recordações, assim como as músicas ou as imagens. Em um dos casos de Hercule Poirot (detetive, personagem de Agatha Christie) em que ele desvenda um crime ocorrido há muitos anos, Poirot usa exatamente esse artifício: uma essência pra fazer aparecer uma memória.

Enfim, seja perfume francês ou sabonete, shampoo ou o cheiro da própria pessoa; uma hora ou outra nos veremos envolvidos por algum desses deliciosos aromas...

Diferença


Bom, hoje eu estava martelando com os meus botões um pouco mais do que o normal. Digo isso porque não é muito incomum me encontrar com uma cara de hamburger (como diria um certo alguém) e a cabeça pra lá de Jupter. Mas hoje Júpter tinha ficado a uns bons anos-luz.
O motivo desse meu devaneio todo é que tenho percebido as pessoas fazendo diferença na minha vida. Eu, felizmente (muito felizmente) tenho visto não relacionamentos superficiais, oi-tudo bem-tudo-beijo-tchau, mas laços mais firmes e profundos, apesar do tempo relativamente curto. São descobertas que vão se dando a cada dia, mais daquelas coisas que parecem bobas, mas que no conjunto da obra, dão um tchan (como diria outro certo alguém).
O que me faz pensar em até que ponto eu faço diferença na vida das pessoas. Até que ponto cada um de nós pode mudar a vida e a história de alguém? Quanto nós podemos ser "úteis" (no melhor sentido da palavra) pra aqueles que estão ao nosso redor? Eu acredito que muito.
E digo mais, não raramente, fazemos isso de maneira inconsciente. Acho que nunca chegamos a saber quanto participamos realmente da vida das pessoas até que alguém nos diga. E só sei disso porque tenho certeza que as pessoas que tem feito essa diferença na minha vida não fazem idéia nem da metade do que fazem e significam.
Enfim, fica então o dever de casa pra... bem, pra daqui pra frente: lembrar-se de dizer para aqueles que nos cercam quão bem eles nos fazem. Tenho começado a fazer isso e posso atestar: faz bem pra todo mundo.