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Dele, por Ele, pra Ele são todas as coisas

Gosto de perceber como o tempo dá suas voltas ao meu redor. Quase dançando à minha volta, como se querendo tirar sarro de mim. "Você acha que controla alguma coisa? Você acha que domina alguma coisa? Vamos ver então". E Ele me desafia a não querer controlar, a deixar em Suas mãos, entregar e confiar.

Depois penso sobre o amor. Não amor romântico, amor humano. Se for pra ser por merecimento, não tem sentido. Merecer ninguém merece de verdade. E não amamos por causa, amamos apesar. Ou então não é amor, é conveniência. Se me amaram a ponto de morrer por mim, quem sou eu pra não amar? Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Por fim, penso em paciência. Paciência pra esperar o Seu tempo das coisas. Paciência para não desistir de amar, apesar. Lon.ga.ni.mi.da.de. Nunca deixou de valer a pena. Paciência exige confiança e a confiança vem da intimidade. Então a resposta parece bem clara: invista nesse relacionamento que tudo ficará mais simples.


Já é mais do que óbvio que sozinha não tenho a capacidade nem a força.
Só me falta melhorar da amnésia recorrente e assumir isso como verdade, a cada dia.

Com A Maiúsculo

Atenta ao que se passa ao redor, mas ao mesmo tempo com a sensação de que está se esquecendo de alguma coisa.

No passar do tempo, à espera, o de pulso (sempre cinco adiantado) parecendo não corresponder ao que rege o restante do mundo (sempre certo, sempre perfeito).

Guiada (sempre buscando ser) pela bússola correta, pelo norte que não se altera, o mesmo ontem, hoje e sempre.

Um sonho após o outro; um alívio poder acordar, apesar da ausência de descanso.

Imaginando o que está por vir, e mesmo assim, pacientemente (com muito esforço), esperando ser surpreendida.

Seguindo em frente pra fazer diferente e fazer diferença.

Hoje, amanhã, uma dia; ainda está por vir - e quem sabe, tem seu próprio tempo, todo especial; sigo esperando estar preparada para o que der e vier.

Caminhos

E a gente vai descobrindo os nossos próprios caminhos. Caminhos que escolhemos, caminhos que escolheram por nós, caminhos que tivemos que abrir à força ou os que já estavam prontos, só esperando que passássemos por eles.

Nem sempre eles nos levam aonde pretendíamos chegar quando iniciamos nossa caminhada. Mas talvez aí esteja toda a beleza: escolhemos os caminhos sem poder ter toda a certeza de pra onde eles vão nos levar. Certamente chegaremos a algum lugar, mais cedo ou mais tarde, mas, por mais que saibamos a direção, nem sempre sabemos onde essa estrada vai desembocar.

E pode ser que cheguemos exatamente onde pretendíamos. Ou que acabemos em um lugar completamente diferente, que a princípio não era nada daquilo que queríamos ou sonhávamos. Mas no fim das contas, se usarmos a bússola certa pra escolher em qual direção seguir, não importa aonde iremos parar, será sempre o melhor lugar pra se estar.


Hoje estou no meio da estrada. Mas tenho a certeza de que o meu Norte não vai falhar.

Nega a si

E a nossa história vai mudando. Fazemos planos, sonhamos, desejamos. Mas nem sempre os nossos planos são os planos Dele. E esses sim, e somente esses, são os corretos.
Não é, mais uma vez, questão de "deixar a vida me levar", mas de estar aberto a mudar o que havia sido planejado. Não é fácil; pode doer - e muito. Mas no fim das contas, vale a pena.
"É assim que devia ser?". Vencer a si mesmo, escutar e seguir a resposta, mesmo e principalmente quando ela for o contrário do que queríamos. Negar a si mesmo e enxer-se daquilo que é bom, perfeito e agradável.
"O coração do homem traça seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos" (Provérbios 16:9)
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É isso aí...

Ufa! Finalmente chegou. 18 anos.
Eu tenho a mania de fazer uma "retrospectiva" do meu ano quando chega o aniversário e tenho que confessar que dessa vez eu me surpreendi. Aconteceram tantas coisas nesses últimos doze meses...
Só pra começar, eu prestei e passei no vestibular. É, foi uma maratona, fiz provas até não aguentar mais, tive minha paciência testada ao ter que esperar resultados e lidei com decepções. Além disso, ser aprovada me fez mudar de cidade, morar quase sozinha, ter que fazer novos amigos e aprender a me virar num lugar onde ninguém mais te leva pela mão e te dá tudo mastigado. Resumindo: amadureci na marra. Quer saber? Tem sido muito legal, mais do que eu imaginava.
Também tiveram outras mudanças. Aprendi que mesmo que elas não pareçam boas no começo, depois Deus mostra que Ele sempre faz tudo certo e que ele não nos coloca onde não devemos estar. E é incrível: conheci pessoas maravilhosas, vivi experiências fantásticas e, de quebra, ainda descobri que algumas amizades ficam, mesmo que o tempo e a distância venham se colocar no meio do caminho...
É, em matéria de pessoas, as coisas deram voltas e voltas. A gente descobre que alguns amigos não eram tão amigos assim. E outros, quando a gente acha que conhece, leva um susto: na verdade, estávamos enganados. Alguns vão deixando você montar o quebra-cabeças; outros liberam as peças em doses extremamente homeopáticas. E o mais legal: aquela amizade, quando você menos espera pode se tornar algo mais, algo do tipo part time lover and full time friend. Afinal, amigo é pra essas coisas.
Sem dúvidas, foi o ano mais intenso que eu vivi e só tenho a agradecer a Deus, por tudo que Ele fez e faz. E perdir pra que no(s) próximo(s) ano(s), Ele continue no controle de todas as coisas, porque só assim tudo funciona como tem que funcionar...
"You gonna find yourself someway, somehow"

Perfeito Amor

Gente, eu estava lendo um texto hoje de manhã e senti muito forte no meu coração de colocá-lo aqui. Não preciso explicar, ele mesmo vai dizer tudo.


"Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o metal que soa ou como o sino que tine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar os montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
O amor é paciente, é bom; o amor não arde em ciúmes, não se orgulha, não se envaidece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará (...)"
- Paulo, em I Coríntios, 13


Deus, deixa-me sentir esse amor que o Senhor criou, em todas as áreas da minha vida. Me torna uma pessoa que vive o Verdadeiro Amor. Amém
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Aquelas Surpresas (II)


Esse final de semana foi muito bom em alguns aspectos bem diferentes entre si. Mas acho que o que mais me marcou é que eu pude ajudar duas pessoas bem próximas a mim, ok, duas pessoas que são amigas, embora de diferentes maneiras. Não estou contando isso pra mérito meu, vocês logo vão entender.
Quando eu digo diferentes maneiras eu não estou brincando; as diferenças são até meio radicais. Um foi próximo, o outro consideravelmente distante. Em um eu mais falei, em outro, mais escutei. Num, efeito imediato; noutro, foi preciso esperar. Mas em ambos, era claro uma coisa: a mão de Deus guiando tudo.
Talvez, essas duas pessoas estivessem precisando de um help naquele momento. Mas com certeza, quem acabou ajudando foram elas. Ajudando, pude ver que eu também estava precisando de um click. Foi mais uma daquelas surpresas. E, puxa, que surpresa boa...

Céu estrelado


Sempre tive um fraco por estrelas. Pra mim é fascinante pensar em quantas elas são, como grãos de areia numa praia... Ou então que só vemos o passado delas, uma história que viajou tantos anos-luz pra chegar até nós. Todo esse brilho me arranca o fôlego.
Olhar pro alto e contemplá-las: aí está algo que eu poderia fazer por um tempo indeterminado sem me cansar. É quase hipnotizante. A imensidão do céu, repleta dos infinitos pontinhos brilhantes...
Elas me fazem pensar em tantas coisas... Na plenitude do Criador, em como Ele brinca com elas em Suas mãos. No olhar de pessoas que estão distantes, ou até perto. Na paz impenetrável que as cerca e que me cerca ao observá-las...
Esse brilho que me inunda... Essa paz que me invade...