Os mesmos sentimentos e pensamentos, as mesmas dúvidas e angústias.
A mesma trilha sonora.
Plus ça chage, plus c'est la même chose.
O coração acelera, a barriga gela. Tremedeiras.
Tenta controlar, mesmo sabendo o que controla.
Talvez saber o que controla dê a ilusão de controle.
E mesmo sabendo, o controle continua o mesmo.
Entre respondentes e operantes, o mundo continua a girar.
Ainda sem correr sem rumo, nem destino.
Ainda correndo pra longe; música afasta (ou atrai).
Ainda não just the way you are.
Mas ainda ali.
Depois penso sobre o amor. Não amor romântico, amor humano. Se for pra ser por merecimento, não tem sentido. Merecer ninguém merece de verdade. E não amamos por causa, amamos apesar. Ou então não é amor, é conveniência. Se me amaram a ponto de morrer por mim, quem sou eu pra não amar? Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Por fim, penso em paciência. Paciência pra esperar o Seu tempo das coisas. Paciência para não desistir de amar, apesar. Lon.ga.ni.mi.da.de. Nunca deixou de valer a pena. Paciência exige confiança e a confiança vem da intimidade. Então a resposta parece bem clara: invista nesse relacionamento que tudo ficará mais simples.
Já é mais do que óbvio que sozinha não tenho a capacidade nem a força.
Só me falta melhorar da amnésia recorrente e assumir isso como verdade, a cada dia.
"Quantas vezes tinha se perdido imaginando todas aquelas coisas? O mesmo número de vezes em que abriu os olhos e tudo aquilo não estava lá. Preparara para si todas as infinitas surpresas que o destino poderia lhe pregar. Visualizara e vivera cada momento, cada conversa, cada olhar, cada fôlego. Ao fazê-lo já sabia que nada daquilo realmente aconteceria. Mas de certo modo, sentia prazer em ver todas aquelas cenas em sua própria mente, de maneira tão perfeita. E se permitia esperar pelo momento em que a realidade realmente a surpreenderia, superando cada um dos quadros que havia criado em sua própria mente"
"I don't know why I'm scare
I've been here before
Every feeling, every word
I've imagined it all"
Alguns sorrisos começaram a lhe ocorrer, tantas recordações ao longo de tantos anos, envolvendo diferentes personagens. Sonhos estranhos (ah, estava certo aquele que disse que eles eram a realização dos desejos), conversas infinitas, piadas únicas. Mas mesmo aquelas que costumavam doer, agora traziam um aroma diferente, um sabor delicioso ao voltarem à cena.
Talvez seja o tempo, talvez sejam pessoas e lugares diferentes. Talvez seja tudo isso e mais aquele detalhe que só aparece depois de muito tempo, quando se olha pra trás e percebe-se que tanta coisa mudou, mas tudo continua do mesmo jeito. Ainda não era chegado o momento de correr sem destino, sem precisar fugir. Mas talvez não fosse preciso, por enquanto.
E ao ter esses pensamentos tão concretos e abstratos ao mesmo tempo, percebeu que na verdade não queria voltar ao começo. Queria apenas, seguir.
Acho sempre difícil falar sobre as coisas do coração. Apaixonar-se, ter o coração partido, partir o coração de alguém, viver na dúvida... Mas por outro lado também é um dos meus assuntos favoritos, afinal, confesso, eu sou uma romântica incurável!Tem muita gente que acha que está sempre se apaixonando pelas pessoas erradas. Que nada nunca dá certo, que vira e mexe, olha lá ela sofrendo de novo - pelas mesmas coisas. Não sei se existem pessoas certas ou erradas, dentro de uma equação individual. Eu sei que colocamos muita intenção em situações que não precisavam de tudo isso.
Eu acredito que apaixonar-se não acontece como um toque de mágica, sininhos ao fundo, fogos de artifício. Atração sim, mas amor? A gente precebe quando vai se apaixonando. E sabe o "tipo de pessoa" que daria certo ou não com a gente. Somos nós que vamos alimentando o que sentimos pelas pessoas - pro bem ou pro mal.
Antes de decretar "Eu só me apaixono pelas pessoas erradas" que tal pensar um pouco a respeito? Eu realmente estou apaixonado(a)? Vale a pena investir tempo, pensamentos e angústia nisso? Se eu sei que essa pessoa não me faria/faz bem, por que eu continuo insistindo nisso?
Como eu disse no último post, seguir as instintos do coração pode nos levar a caminhos deliciosos, mas a razão nos protege, quase sempre, de nos machucarmos além do necessário... Portanto, antes de decretar falência, dê mais uma olhada na situação, talvez ela não seja irreversível e tenha uma solução muito simples: parar pra pensar antes de sair fazendo maluquices por aí, rs...
PS: Pensamentos Forasteiros atentendo a pedidos!! Esse foi o primeiro - sugestões nos cometários ou via twitter!
No passar do tempo, à espera, o de pulso (sempre cinco adiantado) parecendo não corresponder ao que rege o restante do mundo (sempre certo, sempre perfeito).
Guiada (sempre buscando ser) pela bússola correta, pelo norte que não se altera, o mesmo ontem, hoje e sempre.
Um sonho após o outro; um alívio poder acordar, apesar da ausência de descanso.Imaginando o que está por vir, e mesmo assim, pacientemente (com muito esforço), esperando ser surpreendida.
Seguindo em frente pra fazer diferente e fazer diferença.Hoje, amanhã, uma dia; ainda está por vir - e quem sabe, tem seu próprio tempo, todo especial; sigo esperando estar preparada para o que der e vier.
Descendo silenciosamente pelas correntes, jamais descalços, hábeis e cuidadosos, sob o olhar e coordenação atenta de quem detém o comando.
Ciclistas competindo em bicicletas ergométricas; pessoas, barulho, confusão. Inesperadamente e do modo mais sutil e despercebido que lhes foi possível em relação à multidão que os cercava, lentamente seis bicicletas descem de ré até seis reservados; na fração de segundo entre a entrada e a saída, bicicletas ocultas e uma nova vestimenta: podem sair em meio à multidão como simples meia dúzia de executivos.
O relógio está a seu favor, tempo nem sobrando nem faltando. Onde estará agora? Já deveria ter aparecido. Abordam pessoas na rua, como se vendendo ou oferecendo seus serviços, apenas para não levantar suspeitas quando fosse a pessoa certa. Mas onde estará? O tempo corre, não lhes é possível esperar. De todas as coisas que podem ser mudadas durante o percurso, a única que não se pode é o tempo. Este tem que ser exato e perfeito.
Seguem mais adiante, agora falta cada vez menos. Uma ligeira sensação de que o sucesso está por vir.
Na esquina, esperando pelo momento exato. Ônibus e mais ônibus passando, nenhum deles é o correto. De novo o relógio, começam a estar atrasados. Nada bom, nada bom. Duas pessoas estranhas se comunicando com outros dois deles. Parecem ser as pessoas certas, mas de alguma maneira invertidas. Isso! Seus papéis estão trocados, mas como isso foi acontecer? Como se, lendo um livro, pulasse duas ou três páginas sem perceber e a leitura tivesse prosseguido. Algo errado, mas agora parece que tudo vai se encaix...
Escuro. Silêncio.
Novamente ansiedade. Sentados no sofá da sala, tudo cor de creme, o beagle correndo. O grande relógio na parede parece não querer fazer o tempo passar. Tudo já conferido mais de dez vezes, os relógios estão sincronizados e perfeitamente acertados. Olhando para a varanda por onde descem as seis correntes, só à espera do sinal. Dessa vez não pode haver nenhum erro.
Mas como num rápido cochilo despercebido e inesperado, o sinal já passou e agora têm de correr contra o tempo. Está escuro, a pressa não ajuda; tudo dever ser feito no automático, não há tempo para pensar, o treinamento exaustivo e extremamente repetitivo vai ter de dar conta do recado. Um grito quase surdo: “Descalça! Descalça não! Volte, você está descalça!”. Não importa mais, ia ter que fazer descalça mesmo.
A competição nas bicicletas ergométricas já começou. Tomam seus lugares com uma habilidade incomum, mal pedalam três vezes e já é hora de descer para o reservado. Dessa vez, gravatas tortas e camisas com botões nas casas erradas. A grama verde sendo pisoteada pela multidão que os cerca, as grades em volta dos ciclistas... Meros flashes gravados em meio à confusão.
Não há muito tempo que possibilite esperar. A regra mais importante já quebrada; teriam que fazer alguma coisa a respeito, ou a punição seria severa. Já não via os companheiros, aparentemente estava sozinha. Teria que ir sozinha até o final.
A mesma esquina, mas agora alguém a abordou, não é a pessoa certa, insiste em falar e explicar, será que não percebe que só está atrapalhando? Tenta desvencilhar-se, mas essa missão parece impossível.
Finalmente vê as mesmas duas pessoas em seus papéis trocados. Estão em frente ao ônibus, dessa vez o ônibus certo, o trailler. Sim, agora sim! Os cabelos rosa e azul-turquesa não combinam em nada com o cenário sombrio. Aproxima-se cada vez mais, as mesmas páginas parecendo ter sido puladas, mas agora tudo se encaixaria, tudo se explicari...
E acordou.
Nem sempre eles nos levam aonde pretendíamos chegar quando iniciamos nossa caminhada. Mas talvez aí esteja toda a beleza: escolhemos os caminhos sem poder ter toda a certeza de pra onde eles vão nos levar. Certamente chegaremos a algum lugar, mais cedo ou mais tarde, mas, por mais que saibamos a direção, nem sempre sabemos onde essa estrada vai desembocar.
E pode ser que cheguemos exatamente onde pretendíamos. Ou que acabemos em um lugar completamente diferente, que a princípio não era nada daquilo que queríamos ou sonhávamos. Mas no fim das contas, se usarmos a bússola certa pra escolher em qual direção seguir, não importa aonde iremos parar, será sempre o melhor lugar pra se estar.
Hoje estou no meio da estrada. Mas tenho a certeza de que o meu Norte não vai falhar.
Bom, férias não tem jeito, meu passatempo favorito é mesmo a leitura. Basta cair um livro na minha mão que eu não desgrudo do danadinho até a última página. Se for um bom romance então (romance de estilo literário não de romance romântico - embora eu adore o lado romântico também, rs), dois, três dias e lá se foi o livro."Se fosse só sentir saudades, mas tem sempre algo mais
Seja como for, é uma dor que dói no peito"
É engraçado como quando começo a pensar sobre um assunto acabo me deparando com uma música, às vezes há muito esquecida. Já escrevi aqui sobre como as músicas me marcam e marcaram, embora ultimamente a coisa esteja sendo um pouco diferente. Mas isso é assunto pra outro post, o que está me pegando hoje é a saudade.
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Não vou ser a primeira nem a última a falar o que quer que seja dessa doce sensaçãozinha. Nem vou perder meu tempo fazendo a catança de "há quem diga que a saudade..." e nanana. Ela simplesmente resolveu pegar no meu pé, há algum tempo, confesso, mas agora ela realmente me incomoda.
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Não sei quem foi que inventou essa mistura de dor e nostalgia, esse aperto no peito, a sensação de fim de mundo, a necessidade de que o tempo voe, ou pelo menos volte atrás. Só sei que o poeta ali em cima está certo, ela nunca vem sozinha, vem sempre o algo mais. Junto com a sensção de fim de mundo, a insegurança: "e se nunca mais...?". Junto com a vontade de mandar o tempo fazer um cooper, aquele momento emo, "me sinto só...", como se tudo parasse.
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Isso tá ficando muito melodramático e ainda não é onde quero chegar. Por mais que ela me incomode, pegue no meu pé, me deixe com um quê de emo, sabe que eu gosto dela? Não é suuuuuper caso de amor incurável, mas o gostinho dela faz diferença. Depois de tanta saudade, depois de tanto aperto no peito, quando ela passa, faz tudo ser mil vezes mais gostoso. Não dizem que o melhor da festa é esperar por ela? A saudade vem como a espera, dando aquele toque diferente, um plus, que muda tudo. Talvez seja esse o algo mais do poeta. Não simplesmente mais coisas ruins. Mas uma coisa boa. E se for pra ter esse algo mais, então como disse o outro poeta, "eu vou morrer de saudade".
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Longe, mas perto, sempre. Sempre esperando e sempre com saudade.
Outro fato é uma mania de querer abraçar o mundo. Ok, não mundo todo, mas as pessoas muito próximas de mim. Às vezes parece que me preocupo mais com os problemas dos outros do que com os meus próprios (que não são muitos, mas enfim). Ver as pessoas que amo angustiadas me deixa angustiada também. E aí quero tomar as dores e resolver tudo. Confesso que em 99% das vezes não há nada que eu possa fazer pra ajudar.
Por fim, tenho o hábito de me modelar às situações. E não adianta, todo mundo faz isso, em maior ou menor grau. Ser mais ou menos gentil, colocar uma máscara. Um dia, todo mundo já fez. Cara de feliz naquele jantar em família na casa da avó, como todo mundo dizendo "como você cresceu" e você lamentando por ter esquecido o mp3 player em casa. Confesso que 99% das pessoas não demonstram perceber quando fazemos isso.
Quanto de cada uma dessas situações é bom ou ruim? Um pergunta interessante. Tenho descoberto lados bons e ruins de cada uma delas, pelo menos pra mim. Fica pra refletir, nessas e em outras situações que você tenha, o lado bom e ruim.
Obs: perdão pela ausência total de nexo...

