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Lights will guide

Nunca acredite em comportamento verbal, eles disseram.
E não acreditou. Na verdade, acreditou, porque afinal, avisaram que não deveria acreditar.

Pelo menos, já que ele destoava tanto do resto, teve a presença para confirmar. E confirmando, não confirmou. Estava certa, ou errada, já não sabia mais. Antes, pensava do jeito certo; achando que poderia estar errada mudou de pensamento. E descobriu que estava errada. Ou certa, já não sabia mais.

Seja como fosse, a decisão estava tomada. E cada vez mais ficava claro que era a decisão certa. Um pouco presa, mas libertando-se. Precisava falar, colocar pra fora, elaborar. Falar com as paredes não era suficiente. Será que não dava no mesmo? Melhor assim.

Melhor a cada dia. A cada instante. 
I will try...

Estorvos e tormentos

Esteve no mesmo lugar por todo esse tempo. Pensou que estava indo em frente, seguindo adiante, mas a ficha sempre cai, cedo ou tarde. Uma hora tudo tem que ter um ponto final. De tanto colocar pontos finais, acaba virando reticências.

E essa angústia de querer que tudo tenha seu devido fim. Sabe-se lá quando acaba. Se um dia sequer acaba. Não sabe, não pode prever. Talvez, não há um lugar aonde se quer chegar, o que você procura é simplesmente a sua constante busca.

Queria correr, mas não tinha forças. 
De algum jeito esquisito, não queria ter forças.

Mas nunca havia sido assim. Sempre em frente, seguindo adiante. Já passara por piores tormentos e cá estava, firme, forte, viva. E assim continuaria.

Ainda e talvez

O mundo roda, roda, roda e para de novo no mesmo lugar.
Os mesmos sentimentos e pensamentos, as mesmas dúvidas e angústias.
A mesma trilha sonora.
Plus ça chage, plus c'est la même chose.

O coração acelera, a barriga gela. Tremedeiras.
Tenta controlar, mesmo sabendo o que controla.
Talvez saber o que controla dê a ilusão de controle.
E mesmo sabendo, o controle continua o mesmo.

Entre respondentes e operantes, o mundo continua a girar.
Ainda sem correr sem rumo, nem destino.
Ainda correndo pra longe; música afasta (ou atrai).
Ainda não just the way you are.
Mas ainda ali.

Banquinho

E tantas coisas haviam mudado, mas no fim, nada havia mudado. Claro, aparentemente, problema resolvido, ema ema, o mundo seguiu adiante e tudo bem. Mas ainda tinha a impressão de que havia uma leve, sutil conexão. Esperava não esperar, mas ainda sim, sem esperar, esperava.

E achava que também esperava. De maneiras diferentes, coisas diferentes, tempos diferentes. Mas ainda esperava uma reação, ainda queria provocar uma reação. Os efeitos colaterais ainda presentes. Ia se aproveitar deles ou só esperar que o comportamento se extinguisse?

Sabia o que ia fazer, sabia (relativamente) o tempo em que o faria. Tinha dúvidas gigantes sobre ser ou não o certo, mas sentia que era o que devia fazer. É preciso coragem, certo? Só dizer que o banquinho te aguenta sem realmente subir nele não significa nada.

Era hora de subir no banquinho, dar a cara a tapa, jogar a última ficha. E esperar, sem esperar; mas esperando.

Adiante

O mundo seguiu adiante.
Lera essa frase tantas vezes nos últimos dias que esqueceu de perceber que o seu próprio mundo seguira em frente. Não foi a única a não perceber isso logo de cara, mas foi a mais rápida.
Os desejos e pensamentos tão conflitantes e paradoxais em si mesmos que desistiu de pensar.
Era mais simples aceitar as explicações mais fáceis; agora era tudo o que conseguia aceitar.
Já não sabia mais, não queria mais, não sabia se não queria.

Queria o produto final, mas algumas vezes esperava que os subprodutos fossem a salvação. Conscientemente não se permitia esperar isso. Mas sabia que no inconsciente essa esperança martelava furiosamente.

Era hora de cortar esse cordão, seguir em frente, seguir adiante. Continuar cometendo os mesmos erros não levaria ninguém a lugar nenhum. A mente sabia disso, o coração ainda se esforçava em acreditar.

A imaginação sempre fora mais rápida que a lógica. O tempo entre a lógica alcançá-la era mais do que suficiente pra machucar. E mesmo que se impedisse de imaginar, não tinha como parar os sonhos e esses traziam à consciência coisas que preferia que ficassem enterradas na inconsciência.

O mundo seguira adiante.
Já era passada a hora de seguir também.
Encontraria sua própria chave, o segredo é a forma de s na ponta, e a porta se abriria.

Já não confiava, já não acreditava.
Não queria nunca mais acreditar.

Miscelânea (IX)

Quase sempre, quase sem querer.
Às vezes mais, às vezes menos; quanto mais, menos.

O tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta agora tinha dificuldades em se manter.
A Lon.ga.ni.mi.da.de não dava as caras há muito tempo.

Surpresas atrás de surpresas, mas já não fazia tanta diferença.
Quase nunca, quase sem querer.

Não sabia e nem queria saber. Deixe que venha, deixe acontecer.
Dos pesadelos e devaneios não se livraria tão fácil.
Deixe ser, deixe estar.

Impossível é o que é.
Mas vai ter que ser possível.
Quase sempre, mais do que por querer.

Dele, por Ele, pra Ele são todas as coisas

Gosto de perceber como o tempo dá suas voltas ao meu redor. Quase dançando à minha volta, como se querendo tirar sarro de mim. "Você acha que controla alguma coisa? Você acha que domina alguma coisa? Vamos ver então". E Ele me desafia a não querer controlar, a deixar em Suas mãos, entregar e confiar.

Depois penso sobre o amor. Não amor romântico, amor humano. Se for pra ser por merecimento, não tem sentido. Merecer ninguém merece de verdade. E não amamos por causa, amamos apesar. Ou então não é amor, é conveniência. Se me amaram a ponto de morrer por mim, quem sou eu pra não amar? Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Por fim, penso em paciência. Paciência pra esperar o Seu tempo das coisas. Paciência para não desistir de amar, apesar. Lon.ga.ni.mi.da.de. Nunca deixou de valer a pena. Paciência exige confiança e a confiança vem da intimidade. Então a resposta parece bem clara: invista nesse relacionamento que tudo ficará mais simples.


Já é mais do que óbvio que sozinha não tenho a capacidade nem a força.
Só me falta melhorar da amnésia recorrente e assumir isso como verdade, a cada dia.

One and Only

"Quantas vezes tinha se perdido imaginando todas aquelas coisas? O mesmo número de vezes em que abriu os olhos e tudo aquilo não estava lá. Preparara para si todas as infinitas surpresas que o destino poderia lhe pregar. Visualizara e vivera cada momento, cada conversa, cada olhar, cada fôlego. Ao fazê-lo já sabia que nada daquilo realmente aconteceria. Mas de certo modo, sentia prazer em ver todas aquelas cenas em sua própria mente, de maneira tão perfeita. E se permitia esperar pelo momento em que a realidade realmente a surpreenderia, superando cada um dos quadros que havia criado em sua própria mente"
- Maria Fernanda Ferraz


"I don't know why I'm scare
I've been here before
Every feeling, every word
I've imagined it all"


- Adele

The Scientist

E ninguém nunca havia dito que seria fácil. Ninguém havia dito que não haveria volta para o começo - mas esperava-se que estivesse subentendido. A velha sensação de nostalgia estava de volta, mas dessa vez, não havia dor, nem angústia, apenas um sentimento estranho, como reencontrando um velho amigo.

Alguns sorrisos começaram a lhe ocorrer, tantas recordações ao longo de tantos anos, envolvendo diferentes personagens. Sonhos estranhos (ah, estava certo aquele que disse que eles eram a realização dos desejos), conversas infinitas, piadas únicas. Mas mesmo aquelas que costumavam doer, agora traziam um aroma diferente, um sabor delicioso ao voltarem à cena.

Talvez seja o tempo, talvez sejam pessoas e lugares diferentes. Talvez seja tudo isso e mais aquele detalhe que só aparece depois de muito tempo, quando se olha pra trás e percebe-se que tanta coisa mudou, mas tudo continua do mesmo jeito. Ainda não era chegado o momento de correr sem destino, sem precisar fugir. Mas talvez não fosse preciso, por enquanto.


E ao ter esses pensamentos tão concretos e abstratos ao mesmo tempo, percebeu que na verdade não queria voltar ao começo. Queria apenas, seguir.

Heart attack

Acho sempre difícil falar sobre as coisas do coração. Apaixonar-se, ter o coração partido, partir o coração de alguém, viver na dúvida... Mas por outro lado também é um dos meus assuntos favoritos, afinal, confesso, eu sou uma romântica incurável!

Tem muita gente que acha que está sempre se apaixonando pelas pessoas erradas. Que nada nunca dá certo, que vira e mexe, olha lá ela sofrendo de novo - pelas mesmas coisas. Não sei se existem pessoas certas ou erradas, dentro de uma equação individual. Eu sei que colocamos muita intenção em situações que não precisavam de tudo isso.

Eu acredito que apaixonar-se não acontece como um toque de mágica, sininhos ao fundo, fogos de artifício. Atração sim, mas amor? A gente precebe quando vai se apaixonando. E sabe o "tipo de pessoa" que daria certo ou não com a gente. Somos nós que vamos alimentando o que sentimos pelas pessoas - pro bem ou pro mal.

Antes de decretar "Eu só me apaixono pelas pessoas erradas" que tal pensar um pouco a respeito? Eu realmente estou apaixonado(a)? Vale a pena investir tempo, pensamentos e angústia nisso? Se eu sei que essa pessoa não me faria/faz bem, por que eu continuo insistindo nisso?

Como eu disse no último post, seguir as instintos do coração pode nos levar a caminhos deliciosos, mas a razão nos protege, quase sempre, de nos machucarmos além do necessário... Portanto, antes de decretar falência, dê mais uma olhada na situação, talvez ela não seja irreversível e tenha uma solução muito simples: parar pra pensar antes de sair fazendo maluquices por aí, rs...



PS: Pensamentos Forasteiros atentendo a pedidos!! Esse foi o primeiro - sugestões nos cometários ou via twitter!

Com A Maiúsculo

Atenta ao que se passa ao redor, mas ao mesmo tempo com a sensação de que está se esquecendo de alguma coisa.

No passar do tempo, à espera, o de pulso (sempre cinco adiantado) parecendo não corresponder ao que rege o restante do mundo (sempre certo, sempre perfeito).

Guiada (sempre buscando ser) pela bússola correta, pelo norte que não se altera, o mesmo ontem, hoje e sempre.

Um sonho após o outro; um alívio poder acordar, apesar da ausência de descanso.

Imaginando o que está por vir, e mesmo assim, pacientemente (com muito esforço), esperando ser surpreendida.

Seguindo em frente pra fazer diferente e fazer diferença.

Hoje, amanhã, uma dia; ainda está por vir - e quem sabe, tem seu próprio tempo, todo especial; sigo esperando estar preparada para o que der e vier.

19 de Março

Tudo pronto. Relógios acertados e sincronizados. Tudo que deve ser feito perfeitamente claro e memorizado. Não há espaços para falhas.
Descendo silenciosamente pelas correntes, jamais descalços, hábeis e cuidadosos, sob o olhar e coordenação atenta de quem detém o comando.
Ciclistas competindo em bicicletas ergométricas; pessoas, barulho, confusão. Inesperadamente e do modo mais sutil e despercebido que lhes foi possível em relação à multidão que os cercava, lentamente seis bicicletas descem de ré até seis reservados; na fração de segundo entre a entrada e a saída, bicicletas ocultas e uma nova vestimenta: podem sair em meio à multidão como simples meia dúzia de executivos.
O relógio está a seu favor, tempo nem sobrando nem faltando. Onde estará agora? Já deveria ter aparecido. Abordam pessoas na rua, como se vendendo ou oferecendo seus serviços, apenas para não levantar suspeitas quando fosse a pessoa certa. Mas onde estará? O tempo corre, não lhes é possível esperar. De todas as coisas que podem ser mudadas durante o percurso, a única que não se pode é o tempo. Este tem que ser exato e perfeito.
Seguem mais adiante, agora falta cada vez menos. Uma ligeira sensação de que o sucesso está por vir.
Na esquina, esperando pelo momento exato. Ônibus e mais ônibus passando, nenhum deles é o correto. De novo o relógio, começam a estar atrasados. Nada bom, nada bom. Duas pessoas estranhas se comunicando com outros dois deles. Parecem ser as pessoas certas, mas de alguma maneira invertidas. Isso! Seus papéis estão trocados, mas como isso foi acontecer? Como se, lendo um livro, pulasse duas ou três páginas sem perceber e a leitura tivesse prosseguido. Algo errado, mas agora parece que tudo vai se encaix...

Escuro. Silêncio.

Novamente ansiedade. Sentados no sofá da sala, tudo cor de creme, o beagle correndo. O grande relógio na parede parece não querer fazer o tempo passar. Tudo já conferido mais de dez vezes, os relógios estão sincronizados e perfeitamente acertados. Olhando para a varanda por onde descem as seis correntes, só à espera do sinal. Dessa vez não pode haver nenhum erro.
Mas como num rápido cochilo despercebido e inesperado, o sinal já passou e agora têm de correr contra o tempo. Está escuro, a pressa não ajuda; tudo dever ser feito no automático, não há tempo para pensar, o treinamento exaustivo e extremamente repetitivo vai ter de dar conta do recado. Um grito quase surdo: “Descalça! Descalça não! Volte, você está descalça!”. Não importa mais, ia ter que fazer descalça mesmo.
A competição nas bicicletas ergométricas já começou. Tomam seus lugares com uma habilidade incomum, mal pedalam três vezes e já é hora de descer para o reservado. Dessa vez, gravatas tortas e camisas com botões nas casas erradas. A grama verde sendo pisoteada pela multidão que os cerca, as grades em volta dos ciclistas... Meros flashes gravados em meio à confusão.
Não há muito tempo que possibilite esperar. A regra mais importante já quebrada; teriam que fazer alguma coisa a respeito, ou a punição seria severa. Já não via os companheiros, aparentemente estava sozinha. Teria que ir sozinha até o final.
A mesma esquina, mas agora alguém a abordou, não é a pessoa certa, insiste em falar e explicar, será que não percebe que só está atrapalhando? Tenta desvencilhar-se, mas essa missão parece impossível.
Finalmente vê as mesmas duas pessoas em seus papéis trocados. Estão em frente ao ônibus, dessa vez o ônibus certo, o trailler. Sim, agora sim! Os cabelos rosa e azul-turquesa não combinam em nada com o cenário sombrio. Aproxima-se cada vez mais, as mesmas páginas parecendo ter sido puladas, mas agora tudo se encaixaria, tudo se explicari...

E acordou.

Caminhos

E a gente vai descobrindo os nossos próprios caminhos. Caminhos que escolhemos, caminhos que escolheram por nós, caminhos que tivemos que abrir à força ou os que já estavam prontos, só esperando que passássemos por eles.

Nem sempre eles nos levam aonde pretendíamos chegar quando iniciamos nossa caminhada. Mas talvez aí esteja toda a beleza: escolhemos os caminhos sem poder ter toda a certeza de pra onde eles vão nos levar. Certamente chegaremos a algum lugar, mais cedo ou mais tarde, mas, por mais que saibamos a direção, nem sempre sabemos onde essa estrada vai desembocar.

E pode ser que cheguemos exatamente onde pretendíamos. Ou que acabemos em um lugar completamente diferente, que a princípio não era nada daquilo que queríamos ou sonhávamos. Mas no fim das contas, se usarmos a bússola certa pra escolher em qual direção seguir, não importa aonde iremos parar, será sempre o melhor lugar pra se estar.


Hoje estou no meio da estrada. Mas tenho a certeza de que o meu Norte não vai falhar.

Finais

Bom, férias não tem jeito, meu passatempo favorito é mesmo a leitura. Basta cair um livro na minha mão que eu não desgrudo do danadinho até a última página. Se for um bom romance então (romance de estilo literário não de romance romântico - embora eu adore o lado romântico também, rs), dois, três dias e lá se foi o livro.
E o último que eu terminei foi "Querido John" do Nicholas Sparks. Ah, todo mundo conhece alguma história dele, vai? "Um amor pra recordar", "Diário de uma paixão", "Noites de tormenta"... Enfim, o cara é uma máquina de escrever livros que viram adaptações pra Hollywood.
Ok, Lívia, mas e daí? E daí que eu não sei se gostei. Eu confesso: adoro um final feliz. E também gosto muito quando o final é fora do padrão "felizes para sempre". Só acho os finais das histórias dele meio esquisitos, sabe? É daqueles filmes que você chora o filme todo e aí no fim...nada. A melhor parte é o decorrer da história e não o final (meio Lost, se me permitem o comentário).
Mas pensando agora - momento filósofo aqui - a vida da gente é assim. O final todo mundo conhece, mas é no decorrer dela que vamos ter nossas tristezas, alegrias, os momentos de diversão, a convivência com pessoas... No fim das contas, o Sparks tem esse lado (sei lá se ele faz isso de propósito, mas posso interpretar a obra dele como quiser, certo?), o que vale é como se chegou até o fim e não o final em si. E, bom, o fim não é necessariamente o fim. O fim é mais um novo começo...
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PS: acho que consegui chegar até o final sem mandar nenhum spoiller ^^

Três tempos

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Bruised but not broken. Não se deixar abater, não se deixar derrotar. Sair pra longas caminhadas, músicas nas alturas, relaxar... Não vai ser o suficiente pa derrubar. 365 dias pesados, 365 dias de coisas dando errado. Não o suficiente.
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Spinning, laughing, dancing. Mais 365 dias pelas pela frente. Sair pra futuras corridas, sem fugir dos próprios pensamentos. Divertir-se, mesmo se tudo der errado. Vão ter que fazer melhor que isso. Vou ter que ser melhor que isso.
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Amazing, just the way you are. Uma eternidade adiante. Sonhar, planejar, querer. Sair correndo em disparada, sem tempo nem destino, pela pura emoção. Ver e não ter nada que se queira mudar. Perfeição? Não, uma inundação de tudo o que se há de bom, de toda aquela paz...

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PS: peço perdão pelo meu momento Tumblr, eu juro que já pasou.

O algo mais

"Se fosse só sentir saudades, mas tem sempre algo mais
Seja como for, é uma dor que dói no peito"


É engraçado como quando começo a pensar sobre um assunto acabo me deparando com uma música, às vezes há muito esquecida. Já escrevi aqui sobre como as músicas me marcam e marcaram, embora ultimamente a coisa esteja sendo um pouco diferente. Mas isso é assunto pra outro post, o que está me pegando hoje é a saudade.
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Não vou ser a primeira nem a última a falar o que quer que seja dessa doce sensaçãozinha. Nem vou perder meu tempo fazendo a catança de "há quem diga que a saudade..." e nanana. Ela simplesmente resolveu pegar no meu pé, há algum tempo, confesso, mas agora ela realmente me incomoda.
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Não sei quem foi que inventou essa mistura de dor e nostalgia, esse aperto no peito, a sensação de fim de mundo, a necessidade de que o tempo voe, ou pelo menos volte atrás. Só sei que o poeta ali em cima está certo, ela nunca vem sozinha, vem sempre o algo mais. Junto com a sensção de fim de mundo, a insegurança: "e se nunca mais...?". Junto com a vontade de mandar o tempo fazer um cooper, aquele momento emo, "me sinto só...", como se tudo parasse.
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Isso tá ficando muito melodramático e ainda não é onde quero chegar. Por mais que ela me incomode, pegue no meu pé, me deixe com um quê de emo, sabe que eu gosto dela? Não é suuuuuper caso de amor incurável, mas o gostinho dela faz diferença. Depois de tanta saudade, depois de tanto aperto no peito, quando ela passa, faz tudo ser mil vezes mais gostoso. Não dizem que o melhor da festa é esperar por ela? A saudade vem como a espera, dando aquele toque diferente, um plus, que muda tudo. Talvez seja esse o algo mais do poeta. Não simplesmente mais coisas ruins. Mas uma coisa boa. E se for pra ter esse algo mais, então como disse o outro poeta, "eu vou morrer de saudade".
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Longe, mas perto, sempre. Sempre esperando e sempre com saudade.

Sozinha e solitária

Pra muitos, esses dois adjetivos são sinônimos, ou pelo menos quase equivalentes. Pra mim são absurdamente distintos, embora possam ser complementares.
Sozinha é um estado no qual eu gosto de estar. Adoro sentir-me eu comigo mesma; quieto o suficiente pra ouvir meus pensamentos. Não há vergonha (dizem os comportamentalistas que a vergonha só existe nos contextos sociais). É adoravelmente espaçoso. Posso fazer o que bem entender, como bem entender. É extremamente confortável.
A solidão já vem bem diferente. Estando no meio das pessoas, e sentindo-me apenas eu comigo mesma; quieto demais, os pensamentos gritando dentro da cabeça. Há culpa, por algo que nem se sabe o que é, impossível decifrar. Incomodamente apertado, é preciso se encolher. Não há vontade de fazer o que for, como for. O desconforto inunda tudo ao redor.
Talvez o pior venha na fusão dos dois. Sem ter pra onde correr ou onde se esconder. Ninguém ao redor, cercada apenas pelo vazio. E nesses momentos todas as forças reunidas só servem pra deitar-se encolhida na cama, a cabeça pesada; angústia, choro sem razão de ser. Tudo o que resta é esperar... Pelo quê? Nessas horas, ninguém sabe. É só esperar. E esperar, e esperar...
PS: Nossa, isso realmente ficou um momento "cortando os pulsos". Acalmem-se, estou no meu estado normal e longe de objetos cortantes... rs

Devaneios

Algumas coisas que acontecem no meu dia a dia me fazem pensar nas minhas parcelas de egoísmo e altruísmo. Ou talvez entre o meu egoísmo e o meu bom senso. Acho que todo mundo já passou por situações assim. De saber que tal coisa é o certo, mas ter aquela vontadinha louca de que as coisas aconteçam como você quer. Vontade de bater o pé uma vez na vida, se fazer de mimada, torcer o bico. Quero e pronto. Confesso que em 99% das vezes meu bom senso me vence.


Outro fato é uma mania de querer abraçar o mundo. Ok, não mundo todo, mas as pessoas muito próximas de mim. Às vezes parece que me preocupo mais com os problemas dos outros do que com os meus próprios (que não são muitos, mas enfim). Ver as pessoas que amo angustiadas me deixa angustiada também. E aí quero tomar as dores e resolver tudo. Confesso que em 99% das vezes não há nada que eu possa fazer pra ajudar.


Por fim, tenho o hábito de me modelar às situações. E não adianta, todo mundo faz isso, em maior ou menor grau. Ser mais ou menos gentil, colocar uma máscara. Um dia, todo mundo já fez. Cara de feliz naquele jantar em família na casa da avó, como todo mundo dizendo "como você cresceu" e você lamentando por ter esquecido o mp3 player em casa. Confesso que 99% das pessoas não demonstram perceber quando fazemos isso.


Quanto de cada uma dessas situações é bom ou ruim? Um pergunta interessante. Tenho descoberto lados bons e ruins de cada uma delas, pelo menos pra mim. Fica pra refletir, nessas e em outras situações que você tenha, o lado bom e ruim.


Obs: perdão pela ausência total de nexo...

"Que importa o mal que te atormenta se o sonho te contenta?"



Os sonhos são um mistério para o ser humano. Descobrir e decifrar o que se passa na nossa mente enquanto dormimos é uma tarefa que atormenta cientistas, psicólogos, advinhadores e simples mortais como eu e você. Vou tentar contar rapidinho o que se sabe sobre os sonhos.
Enquanto dormimos, passamos por um período do sono que se chama "sono REM" (o nome vem do movimento rápido dos olhos por baixo das pálpebras - sim! Dá pra ver quando alguém está sonhando), e é nessa hora que sonhamos. O mais legal é que precisamos sonhar. Fizeram um estudo em que acordavam os sujeitos quando eles começavam a sonhar, por uma semana. Depois, monitorando o sono deles, descobriram que eles sonhavam por mais tempo e começavam a sonhar mais cedo, como se o cérebro quisesse recuperar o tempo perdido!
A explicação de onde eles vem e como funcionam já é bem mais complicada e controversa. Diz a ciência que são só impulsos elétricos todos misturados e confusos, passando pelos neurônios, criando imagens e projetando isso na nossa mente. Já o amigo Freud (olha o meu pézinho na psicologia) vem dizer que os sonhos são realizações do desejo (lógico que ele vai tornas as coisas beeeem complicadas) e é aí onde eu queria chegar.
Sim! Eu fiz todo esse caminho pra falar de realização de desejos. Aqueles sonhos que não acontecem de noite, mas quando estamos acordados, aqueles que nos levam pra Tão Tão Distante. Os que deixam a vida mais bonita. Nossos desejos que, quem sabe, um dia vão se tornar realidade... Esses não têm explicação, poucos tem motivo específico. Mas são os que mais valem a pena.
Fica então a pergunta: vamos correr atrás dos nossos sonhos ou esperar que venha uma fada madrinha e diga Bibidi Bóbidi Bu?

Valendo a pena



Uma das coisas nas minha semana que mais me faz pensar é o tempo que eu passo no ônibus, indo e voltando de São Carlos. É um tempinho razoável e essa semana o "tema" dos meus devaneios era se as coisas valem a pena.
Ok, vamos fingir por um minuto que eu não quase surto quando não volto pra casa de final de semana. Mas seria muito mais fácil, rápido e barato não voltar. Provavelmente eu iria descansar muito mais. Poderia fazer o que eu quisesse nos dois dias que teria de folga.
E é aí que eu percebo: o que eu quero é voltar. Porque eu sei que vou ter ótimos momentos voltando pra casa. Que eu vou ver as pessoas que eu amo. Que vou ter tempo pra rir e compartilhar amizades verdadeiras. Que vale a pena passar um tempão na estrada só pra ter esses momentos.
Pois como diria o poeta português (rs) Fernando Pessoa "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"... Espero ter uma alma bem grande... rsrs