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Metalinguagem (IV)

Tem horas que eu simplesmente preciso escrever. Eu sento e as mãos agem sozinhas. Tem horas que eu quero escrever. E nem sempre as mãos correspondem à minha vontade. Às vezes quero falar sobre um mundo de coisas, diversas idéias vagas que ficam pairando na minha mente. Outras, tenho uma idéia certeira. Ou ainda começo falando de uma coisa e mudo no meio do caminho - isso quando o post não começa falando de um assunto e termina em outro.
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São dias e dias. Dias ruins em que eu sento e quero desabafar, mas não sai uma frase. Dias excelentes, quando eu escrevo mil palavras e nenhuma faz sentido. Se triste, acabo fazendo drama; se feliz pareço uma boba alienada do mundo. E engraçado, mesmo não escrevendo sobre alegria ou tristeza, o reflexo está lá, pra quem quiser ver.
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Já disse aqui, que escrever pra mim é assim, como respirar. Mas nem sempre a gente respira do mesmo jeito. Às vezes ofegante, outras lenta e profundamente; ou ainda sufocado, o ar não querendo entar nem sair. Não sei se estou ofegante, suspirando ou sufocada. Hoje, estou apenas escrevendo.

De volta

É, foi um longo e tenebroso inverno. Na verdade, um imenso e escaldante verão. Aqueles tempos em que não acontece nada e acontece tudo ao mesmo tempo; mas quem é que consegue organizar isso em textos? Perdi a conta das vezes em que parei nessa mesma página em que estou agora, olhando a esmo pra tela e as teclas, vendo fotos no google, procurando por onde começar, o que falar das tantas coisas vividas e ao mesmo tempo, como falar?
A verdadeira resposta é que nem eu sei ao certo como. Só sei que voltei à minha vida de viajante e de pensamentos forasteiros, se bem que alguns não passam tão rápido assim. É delicioso voltar pra casa, mas o comichão de continuar vivendo como viajante às vezes fala mais alto. Por que? Ora, algumas coisas simplesmente não tem porquê. São simplesmente assim.
Algumas coisas não precisam de meios e razões. Apenas existem. Pequenas ou grandes, leves ou intensas. Não sei nem quais são as melhores. Sei só as minhas melhores. A minha melhor, ou deveria ser o meu melhor? Definitivamente são essas que encantam, dão graça, cor, nos fazem perder o sono ou sonhar acordados. Que nos fazem esperar por horas e horas mesmo que seja por uma só palavra (ou seriam três?). Quando espero, detesto esperar, mas quando chega, simplesmente vale a pena. Sem precisar de motivo nenhum, apenas é. E viver essas coisas me faz só querer viver mais e mais e mais. Como disse o alguém certo, se é pra morrer, que seja de overdose. Então eu quero overdoses dessas coisas maravilhosamente simples e complexas, meus paradoxos de todo dia. Overdoses de sorrisos, olhares e risadas; de momentos de silêncio, de momentos de barulho. De muita raiva e muita alegria. Porque se for a companhia certa, o alguém certo, vale mil vezes mais a pena.
Longe mas perto, sempre.

Metalinguagem (III)

Se tem uma coisa que eu gosto em escrever é que uma mesma frase pode ter sentidos diversos, dependendo de quem a lê. Isso fica muito mais evidente em meus textos no estilo Miscelânea, que mais parecem um bocado de frases sem sentido amontoadas.


O legal é que eu já vi pessoas que escrevem o tempo todo assim. Então eu fico imaginando que a pessoa quis dizer, ao mesmo tempo que aquilo toma sentindo na minha compreensão de mundo. E mais: se eu conversar com qualquer outra pessoa que tenha lido o mesmo texto, ela pode até ter tido a mesma impressão geral mas nunca as mesmas palavras tiveram o mesmo significado.


É por isso que eu sou meio contra interpretação, principalmente de poesias. Me dava nervoso nas aulas de literatura todas aquelas simbologias e metáforas. Ok, concordo, muita coisa faz sentido. Mas mesmo Drummond, sendo O Cara, nem ele poderia ter pensado em tudo aquilo enquanto escrevia! Sempre fico pensando que as coisas querem dizer algo muito mais simples do que aparentam... (que ironia, não? ¬¬').


Talvez grande parte da magia de escrever consista nisso. Saber que você quis dizer uma coisa e pessoas vão entender outra, mas nem por isso você deixou de passar sua mensagem...

Metalinguagem (II)



Bom, acho que antes de mais nada devo desculpas aos que ainda tem a paciência de abrir meu blog. Sim, eu sei que fiquei um tempão, acho que cerca de um mês (depois de um tempo, a culpa faz a gente parar de contar) sem escrever uma palavrinha sequer aqui. Mas, eu estou de volta e, se você tiver um pouquinho mais de paciência comigo, eu vou colocar tudo em dia por aqui...

O maior motivo dessa minha ausência foi um "bloqueio criativo". Por pior que isso seja, costuma acontecer em duas ocasiões: quando eu estou muito feliz ou quando estou em férias. Haha. Só que nesse último mês, estive feliz e de férias - mistura rara, devo dizer. O resultado foi esse vácuo que ficou no meu blog...

Devo confessar que quando finalmente tomei vergonha na cara e abri a página principal do provedor do blog (a frustração pelo bloqueio era tal que eu deixei até de ler os blogs dos meus amigos - não, não fiquei nada contente com isso) e cliquei no botão "Nova Postagem" me bateu um friozinho na barriga, foi como se eu estivesse abrindo um livro há muito fechado, como se fosse encontrar teias de aranha ou coisas do tipo - ainda bem que a internet me livra disso, sinto calafrios só de pensar nas aranhas... rsrs

Mas talvez você esteja se perguntando: "Uai, mas se ela está de férias, a lógica não seria ela ter mais tempo pra pensar no que escrever e manter o blog todo certinho???". Tem lógica, eu sei. Mas ficar parada em casa nem sempre é o melhor estímulo quando se quer escrever. Me faltavam as aulas e os professores amalucados da faculdade, as conversas sem cérebro, as pessoas tão diferentes de mim que costumam estar ao meu redor.

Não que não tenha acontecido nada nessas férias que fosse digno de nota, pelo contrário. Tudo isso só precisava ser adequadamente digerido, ruminado, como disse um certo alguém, pra que pudesse se tornar novas idéias e novos posts.

Enfim, já falei muuuuito. Mas isso é só o começo. Eu estou de volta e vem muito mais por aí... : )

Metalinguagem

Primeiramente, perdão. Peço infinitas desculpas pelo espaço de tempo prolongado entre minhas últimas postagens. Mas, se é que isso pode me redimir, estou em fim de semestre na faculdade e, pelo que dizem os meus veteranos, o primeiro semestre é o pior do curso. Enfim, mais duas semanas e meia e eu me livro disso. Pelo menos vou ter um mês pra descansar.



Na verdade, não sei muito bem sobre o que quero falar. São muitas coisas que têm estado na minha mente ultimamente. Muito tem acontecido e isso tem gerado um milhão e trezentas mil coisas sobre as quais eu poderia escrever, mas, na verdade, no meio de tudo isso não consigo parar e dizer: "nossa, é sobre isso que eu quero falar".

Acho isso quase divertido na verdade. Quando criei o blog, pensava muito em escrever sobre isso ou aquilo e, hoje, alguns meses depois, os assuntos tem fluído de uma maneira diferente, até mais natural. E, por mais que eu me sinta meio que com um pouco de peso na consciência quando passo dias e dias sem postar, a ausência daquele "desespero" do começo é uma sensação muito gostosa.

Na verdade, eu mesma vou aprendendo comigo. Aprendendo a me encontrar, encontar o meu jeito de escrever, o meu modo de conseguir passar pra você, que resolve ler meu blog, aquilo que está se passando desse lado do monitor. Vou deixando aos poucos de olhar outros blogs e pensar "nossa, ainda tenho que comer muito feijão com arroz" e começo a me sentir mais confiante sobre mim mesma. Não que eu não tenha o que melhorar - lóoogico que sempre há! - mas bem, aos poucos vou descobrindo o meu estilo.

Ufa! Bom, só pra variar, pra quem não tinha muito o que falar, acabei falando bastante... Moral da história? Não sei. Fica a cada um encontar aqui nessa bagunça, a carapuça que vai lhe servir... : )

Pedaço da alma


Esse post se dedica a falar sobre, se não o único, meu maior vício: escrever. Claro, você deve estar pensando, se ela não gostasse de escrever, ela não teria um blog - dãa. É, eu sei, mas pra mim, não é só um passatempo, é um vício mesmo, uma necessidade.
Todo esse comichão começou quando eu resolvi escrever diários. No começo era totalmente "hoje fiz isso, isso e isso", mas com o passar do tempo, aquilo foi se infiltrando na minha vida e hoje é algo essencial.
Não se trata apenas de fazer um relato preciso das suas ações. É muito mais. São seus pensamentos, seus sentimentos, é você ali, naquele pedaço de papel. É realmente, um pedaço da alma. Então escrever se torna algo normal. Não esqueço uma frase que li num livro (por acaso, da série O Diário da Princesa) em que Mia, a protagonista, dizia algo como: "Nunca pensei em escrever como um talento. Pra mim, escrever é como, sei lá, respirar". Não preciso pensar demasiadamente, simplesmente flui.
O mais interessante de tudo? Poder ver claramente como éramos e como somos; como mudamos, como amadurecemos....

Início

Quase tudo nessa vida se dá por meio de um processo. São raras as coisas que acontecem de uma só vez, sem aviso prévio ou uma preparação qualquer.

Com esse blog, foi a mesma coisa. Um processo; looongo. Ensaios múltiplos até o momento decisivo. Concordo, pode parecer exagero ou algo do tipo. Garanto que não.

Meu primeiro post foi um misto de vários textos meus, de certa maneira, já publicados. Idéias diversas juntas em uma idéia ainda maior. Mais idéias estão por vir...

E esse é apenas o início - e, se me permitem o chavão -, o primeiro passo da jornada de muuitos quilometros...